Após 30 dias preso, Lula ainda é o assunto mais comentado

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por Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

Podem procurar em qualquer jornal, portal ou rede social: trinta dias após a sua prisão numa cela solitária em Curitiba, alijado da campanha eleitoral, Lula continua sendo o assunto mais comentado do país.

Para defender ou atacar o ex-presidente, o nome dele continua sendo o que mais aparece nas notícias, editorais e comentários de jornalistas, leitores e internautas.

Por que será?

Devem existir mil motivos, mas um fato pode explicar a obsessão por Lula: até agora, nem a esquerda nem a direita conseguiram revelar um candidato competitivo.

Para a direita governista, foi mais fácil tirar Lula do jogo pela via judiciária do que encontrar um candidato.

Para a esquerda oposicionista, ainda não apareceu um candidato capaz de unir os partidos em torno de um programa comum.

Já se lançaram uns vinte candidatos, mas a grande maioria não consegue passar de um dígito nas pesquisas. Nenhum empolgou o eleitorado, que a tudo apenas assiste sem acreditar no que está vendo.

A bola da vez agora é Joaquim Barbosa, o ex-ministro supremo que se mantém em obsequioso silêncio sobre o que pensa, e nem mesmo confirmou se quer ou não ser candidato.

Protagonista de todas as eleições desde a redemocratização do país, Lula deixou um enorme vazio na campanha de 2018 que ainda não foi preenchido por ninguém.

Deixou sem discurso tanto os anti-Lula como os que ficaram órfãos da liderança do petista.

Tudo continua girando em torno dos julgamentos dos processos nas várias instâncias e de quem ele vai apoiar se não conseguir reverter as decisões judiciais.

A exatos cinco meses da abertura das urnas, parece que a campanha eleitoral foi congelada onde parou no dia da prisão de Lula.

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As pesquisas não se moveram. Fica todo mundo esperando pela próxima

Candidatos raramente aparecem em público e a disputa se limita a especulações, sabatinas e entrevistas na imprensa.

Não há nenhum sinal de campanha das ruas. As discussões estão confinadas nas redes sociais.

O debate sobre planos e programas de governo fica a cargo de assessores econômicos, mas não apareceu até agora nenhum esboço de projeto de país, é sempre mais do mesmo.

Com o centro conservador congestionado e a esquerda cada vez mais dividida, ninguém discute os grandes problemas nacionais, que se agravam a cada dia.

O acampamento pró-Lula em frente ao prédio da Polícia Federal em Curitiba começa a se esvaziar.

Ao completar um mês nesta segunda-feira, a prisão do ex-presidente começa a fazer parte da paisagem, à espera de um fato novo para mudar o cenário.

Vida que segue.

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