Coxinha x Chuchu. Dória e Alckmin e o balé da traição

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Por Fernando Brito, Tijolaço

Taís Bilenki, na Folha de hoje, descreve a dança da traição que bailam os tucanos, o que não chega a ser inédito no ninho paulista.

Geraldo Alckmin esforça-se para que João Dória Júnior aceite a candidatura para o governo do Estado como prêmio de consolação e o deixe  ser o candidato presidencial do PSDB.

Oferece-se, mas também rosna em defesa do osso que julga seu, agora que Aécio está “tarjado”:

Na análise de alckmistas, Doria pagará um preço alto se partir para o enfrentamento com o governador, seu padrinho político, e deixar a prefeitura sem ter completado nem dois anos de gestão.Seria criticado pela deslealdade e por ter usado a prefeitura de trampolim, apostam. Além disso, tucanos paulistas observam que o PSDB não entregaria a candidatura a Doria de bandeja.

Dória, claro, nega. Mas timidamente, na avaliação da turma do chuchu que sabe que ele está fazendo o que sabe: marketing.

E o seu diferencial de “mercado” é ser o “antipolítico”, a figuração perfeita do “coxinha”, embora esteja mergulhado nela desde os tempos em que Sarney o nomeou para a Embratur e, depois, quando se especializou em produzir eventos – a peso de outro – para reunir empresários e governantes.

Ninguém pense que ele está ocupado em vestir-se de gari sem andar mexendo com o pessoal que tem muito daquilo que o Papa Francisco chama de “esterco do Diabo”.

É candidato a Collor do terceiro milênio, ainda piorado, porque pretende ser parido com uma punhalada nas costas de seu criador.

Quando a política vira apenas um negócio, natural que a capital do dinheiro desenhe o seu retrato mais cru.

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