O MBL virou o Movimento da Boquinha Livre?

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O MBL, movimento capitaneado por Kim Kataguiri que ajudou a promover o golpe de 2016, foi apelidado de Movimento da Boquinha Livre pelo jornalista George Marques; o motivo é a reportagem da Folha de S. Paulo que apontou que diversos militantes do MBL vêm sendo contratados sem concurso por prefeituras mais à direita no espectro político; a novidade foi também rechaçada por Guilherme Boulos, líder do MTST; “Alguns jovens envelhecem rápido: Folha de hoje mostra que MBL montou cabide de empregos em prefeituras do PSDB, PMDB e DEM”, afirmou

Do Brasil 247

O Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudou a promover o golpe contra a presidente Dilma Rousseff, agora vem ocupando gradativamente cargos comissionados em diversas cidades do país. No ano passado, lideranças do movimento se lançaram como candidatos em diversas cidades do Brasil e apoiaram candidatos a prefeitos. Hoje, líderes dos movimentos ocupam cargos comissionados em municípios como Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), Caxias do Sul (RS) e São José dos Campos (SP), segundo aponta reportagem da Folha de S. Paulo.

“Alguns jovens envelhecem rápido: Folha de hoje mostra que MBL montou cabide de empregos em prefeituras do PSDB, PMDB e DEM”, criticou o líder do Movimento dos Trabalhadores sem teto (MTST, Guilherme Boulos, no Twitter. Também no Twitter, o jornalista George Marques, sugeriu que o MBL deveria passar a se chamar “Movimento da Boquinha Livre”.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o coordenador do MBL Kim Kataguiri diz que que as indicações para os cargos comissionados foram técnicas e não políticas. Segundo ele, o MBL tem como objetivo levar “pessoas com capacidade para a máquina pública”. “O que a gente critica é o cabide de emprego”, afirmou.

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A afirmação, porém destoa da postagem feita pelo integrante do MBL e ex-candidato a vereador pelo DEM Ramiro Zinder que agradeceu, no Facebook, ter se tornado uma “liderança política” graças ao movimento. Em fevereiro, ele ocupava um outro cargo, na Secretaria de Educação, na administração do prefeito Gean Loureiro (PMDB).

No ano passado, gravações revelaram que o MBL recebeu apoio financeiro e logístico de partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff, como o PMDB e o Solidariedade. Em uma das gravações, um dos coordenadores nacionais do MBL, afirma ter fechado o apoio com partidos para os protestos contra o governo Dilma e para “usar as máquinas deles também”.

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