Reviram-se os intestinos da guerra suja e a hora do desespero se aproxima

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Por Fernando Brito, Tijolaço

A cerimônia de hoje, em que Alexandres de Moraes tomará posse no Supremo – teremos, agora, Sua Excelência, o Brucutu – só vai enganar os trouxas com as presenças serenas, na mesma sala, de Michel Temer, Rodrigo Janot, Gilmar Mendes, Carmem Lúcia, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia.

Juízes, réus, acusadores apertar-se-ão hipocritamente as mãos que, se pudessem, iria aos pescoços.

Debaixo da formalidade rugem os rancores, os ódios e uma situação em que a areia do tempo está se esgotando e que, não demora, vai entrar em um confronto que irá do palavrório para os atos.

Não que os atos faltem, mas falta-lhes a cara do que são.

Embora a falta de apoio político à reforma da Previdência seja real, o recuo feito ontem por Michel Temer – desastroso, ao ponto de irritar Eliseu “Primo” Padilha – tema ver, muito possivelmente, com as ações autorizadas pelo ministro Luiz Edson Fachin – e solicitadas por Janot – contra a empresa do presidente do Senado.

Como faz parte da guerra da “estrilada” de Gilmar Mendes sobre a Procuradoria, exprimindo-se com termos que, em qualquer país do mundo onde houvesse imprensa e democracia, haveria uma gravíssima crise institucional, pois escoimando-se o palavrório, uma acusação direta de que o Procurador Geral da república patrocinou o crime de quebra de sigilo funcional, artigo 154 do Código Penal.

À margem do salão do STF, a ação ousada de Sérgio Moro de criar um fato espalhafatoso, para, em tese, obter provas de um contato entre ele e  pessoas ligadas a Lula, o que poderia ter sido feito por mera quebra de sigilo telefônico. Não se sabe, mas dá para desconfiar pelo tom que usam os blogs da extrema direita, se o delírio persecutório busca uma razão para prender um ascendente Lula por motivos que não obtiveram – ainda que isso não vá representar absolvição – no caso do tal “triplex”.

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Os vapores que saem de uma disputa de poder sem voto, onde se confrontam e se aliam manobras jurídicas, atropelos legais, poderes de fuçar, conspirações e ambições ilegítimas são os sinais de que fervem os intestinos da besta autoritária.

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