Temer é de hena, mas cicatrizes vão ficar

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por Fernando Brito, Tijolaço

O palhaço Wladimir Costa, que exerce um mandato de deputado federal, confessou hoje que era de hena a tatuagem de amor a Temer que exibiu semana passada.

Nada a estranhar. Nestes amores movidos a interesse, lava-se as marcas da paixão exibida e tudo está novo.

Wladimir Costa é uma insignificância bípede (hoje estou com boa vontade) que tem como mérito (se assim se pode dizer) fazer o strip-tease de boa parte do parlamento brasileiro.

De alguma forma, porém, expressou uma verdade,

Temer é uma tatuagem de hena na história do Brasil.

Daqui a pouco tempo, será apenas um borrão e, mais alguns anos, apenas uma vergonha constrangedora. Depois, um nada, mesmo, condição que  lhe corresponde, de verdade.

Pena que, ao contrário da tatuagem de hena, ainda fará mal a este país por um longo tempo.

Deixará cicatrizes mesmo depois que se apagar a sua pálida figura.

Mas deixar-nos-á, para usar suas mesóclises, marcas duradouras: a crise, o desemprego, o corte dos gastos sociais, a desorganização da administração pública, o déficit, a dívida, a alienação de nossas riquezas petrolíferas e, sobretudo, a vergonha de termos sido governados por um personagem tão sórdido.

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